Tecnologia desenvolvida pela Santos Brasil aumenta produtividade no Tecon Santos
10/10/2011
Um novo sistema de pesagem de carga nos pórticos RTG, que fazem
a movimentação dos contêineres no pátio do Tecon Santos, está
contribuindo para que o terminal consiga bater seguidos recordes de
produtividade neste ano. Com a solução, a pesagem do contêiner, que
antes era feita somente em balanças convencionais, passou a ser
realizada também no próprio equipamento que movimenta a carga,
reduzindo desta forma uma etapa na operação e o tempo de
movimentação.
De acordo com Washington Flores, diretor executivo do Tecon
Santos, a solução foi desenhada pela Santos Brasil em parceria com
fornecedores de sistemas mecânicos e de automação e consiste na
implantação de sensores para medição de força ou peso em tração nos
cabos dos RTGs. Essas células de carga, certificadas pelo Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro), realizam a pesagem automática com a mesma precisão das
balanças convencionais. Os dados são transmitidos, por um sistema
de localização (DGPS), para o centro de monitoramento do terminal,
que processa a informação em tempo real. Com a implantação do
sistema de pesagem também nos RTG´s, o terminal passa a ter 19
balanças para pesagem de contêineres de importação contra as 4
balanças convencionais utilizadas anteriormente.
Em agosto, o Tecon Santos atingiu o maior recorde de
produtividade de toda a sua história: 80,38 Movimentos Por Hora
(MPH) por navio em média no mês. Na comparação com os 58,05 MPH,
registrados em janeiro deste ano, o crescimento acumulado foi de
quase 40%. Além do novo sistema, investimentos realizados em
capacitação da equipe e na modernização tecnológica e novos
equipamentos também contribuíram para esse desempenho.
Durante os 14 anos que administra a concessão pública do Tecon
Santos, a Santos Brasil investiu R$ 1,9 bilhão no terminal. Deste
montante, cerca de R$ 800 milhões foram aplicados em novas
tecnologias e equipamentos como os super guindastes, que movimentam
dois contêineres de 40 pés ou quatro de 20 pés simultaneamente; a
troca da frota de equipamentos de movimentação de pátio para RTG; a
substituição de carretas por terminal tractors, equipamentos
especiais para transporte de contêineres em terminais, que além de
redução de custo operacional trazem impacto positivo na emissão de
CO2.
Fotos:
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