Da retirada de resíduos de manguezais e áreas costeiras à geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade, projetos socioambientais apoiados pela Santos Brasil vêm ampliando impactos positivos em comunidades próximas às suas operações em diferentes regiões do País. Na Baixada Santista (SP), onde a Companhia administra o Tecon Santos, um dos maiores e mais eficientes terminais de contêineres da América Latina, iniciativas de economia circular e inclusão produtiva apresentam resultados consistentes de transformação social. Um dos exemplos é o da Adriana de Oliveira Santana, 54 anos. Moradora de Guarujá, ela já dominava e ensinava crochê quando encontrou no Projeto MAR – Mulheres Artesãs, parceria entre a Santos Brasil e a Cufa Baixada Santista, a oportunidade de ampliar conhecimentos e renda. O projeto une sustentabilidade, ao reduzir o impacto ambiental do descarte têxtil, capacitação profissional em corte e costura e geração de renda para mulheres. No ano passado, 18 participantes integraram o projeto. Neste ano, 13 participam da capacitação em costura e empreendedorismo e transformam uniformes da operação da Santos Brasil que seriam descartados em nécessaires, ecobags e sacochilas. Adriana se inscreveu na primeira turma e voltou neste ano para apoiar as novas alunas. Gosto muito da costura criativa. Aprimorei técnicas que já conhecia e estou produzindo minha própria coleção, que pretendo vender na igreja que frequento, conta. Outra iniciativa com números expressivos é a Operação Enrede, do Instituto Nova Maré (INMAR), apoiada pela Santos Brasil desde o ano passado, quando foram realizadas quatro ações de limpeza de manguezais, combinadas com feiras de troca na comunidade do Jardim São Manoel, no entorno do Clia Santos. Foram coletados 1.873 kg de resíduos nos manguezais e 1.153 kg em um canal interno da comunidade. Nas feiras de troca, foram arrecadados 1.559 kg de materiais plásticos, convertidos em 443 cestas básicas (2,6 toneladas de alimentos), beneficiando diretamente 341 moradores. Cerca de 150 funcionários da empresa, por meio do programa Sou Voluntário, participaram das ações. Diante do sucesso alcançado em 2025, em abril deste ano foram instaladas uma ecobarreira em um dos canais mais poluídos da comunidade e uma loja humanitária permanente, onde os moradores podem trocar resíduos por uma moeda social chamada Guará, utilizada para a aquisição de alimentos, itens de higiene e material escolar. A proposta é ampliar a frequência das trocas e fortalecer a autonomia dos moradores, que também participam diretamente das ações de limpeza do manguezal. Os projetos Rede de Mulheres pela Vida Marinha e Vamos Desenredar, desenvolvidos em parceria com o Instituto Gremar, entrarão na terceira edição com foco na redução de resíduos da pesca, garantindo destinação correta e uma nova utilidade na cadeia produtiva por meio da criação e venda de produtos artesanais, ampliando a renda das famílias. Enquanto o Vamos Desenredar recebe materiais de pesca em desuso entregues voluntariamente por pescadores artesanais da Baixada Santista (5 toneladas foram arrecadadas na segunda edição, aproximadamente), o Rede de Mulheres utiliza parte desse material na produção de artesanato. O Rede ensina desde a criação de peças até fundamentos de empreendedorismo, contribuindo para a geração de renda e autonomia das mulheres participantes. Na primeira edição (2024-2025), o projeto atuou em Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, São Vicente, Guarujá e Bertioga. Na segunda edição (2025-2026), a cidade de Cubatão foi incluída. Mais de 80 mulheres já foram beneficiadas. Para Béatrice de Toledo Dupuy, gerente executiva de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Santos Brasil, todas essas parcerias com as comunidades mostram que é possível transformar desafios ambientais em oportunidades de engajamento social e preservação da biodiversidade, criando oportunidades para uma vida melhor e um aambiente mais sustentável".<b
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